
Na passagem dos anos 1960 para os 1970, o artista brasileiro Waldemar Cordeiro (1925-1973) desenvolve suas primeiras obras em computer art a partir da aplicação do conceito matemático de “função derivada”. Na mesma época, organiza e participa de mostras e desenvolve uma série de ensaios antevendo que a utilização de recursos digitais seria um processo inevitável para o futuro da recepção da informação e da comunicação artística. Um olhar atento para a produção artística e teórica de Waldemar Cordeiro, depois de quase cinquenta anos de suas primeiras investidas no campo da arte e tecnologia, é uma excelente oportunidade não somente para revisitarmos sua trajetória, mas também para reescrevermos a história da arte digital e do pensamento sobre ela, colocando o Brasil e a América Latina em lugar central, e não periférico, em relação às narrativas europeias e estadunidenses. Waldemar Cordeiro e a Arteônica: reescrituras da arte digital no Brasil e na América Latina divide-se em três momentos.
O artigo de PRISCILA ARANTES, intitulado “Waldemar Cordeiro e a Arteônica: reescrituras da arte digital no Brasil e na América Latina”, faz uma pequena aproximação entre os teóricos da estética informacional e os ensaios de Waldemar Cordeiro, especialmente a partir de um dos seus textos mais instigantes, Arteônica, publicado no início dos anos 1970. O texto, também, realiza uma breve leitura sobre a fase concretista e do concretismo semântico (ou popcretos) de Waldemar Cordeiro; discussão fundamental para o entendimento das questões colocadas pela fase da computer art (1969-1973). Para finalizar, analisa suas obras em arteônica no sentido de destacarmos as características de sua produção e sua relação com o contexto do país.
Imagem modificada do Jornal Correio Braziliense, 03 de julho de 1973, p.2 (detalhe). Fonte: Hemeroteca Digital Brasileira – Biblioteca Nacional. DOI: 10.20396/modos.v5i2.8663931.
